‘Casket Girls’: as jovens enviadas para domar os homens nos EUA

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Nos idos anos de 1700, quando os monarcas europeus dominavam as Américas, os primeiros assentamentos de colônias se mostraram uma espécie de orgia ao ar livre. Os governadores da região ficaram preocupados com o fato de os homens solteiros considerados mais “rústicos”, como os lenhadores franceses, começaram a se aproximar das índias que habitavam a terra para abusá-las, “perdendo” sua fé cristã.

Para que isso não acontecesse na Nova França – área colonizada em meados de 1500 pelos franceses na América do Norte –, Luís XIV teve a ideia de arrancar milhares jovens mulheres de suas casas na França e transportá-las para a América colonial.

Vida dura

(Fonte: Evolution of a Revolution/Reprodução)(Fonte: Evolution of a Revolution/Reprodução)

Cristãs e consideradas trabalhadoras e de bons modos, elas estavam incumbidas de se casarem e “domesticar” os homens do século XVIII. Marginalizadas pela sociedade, pois vinham de redes de orfanatos, prisões e até bordéis e conventos – essas garotas passavam por tratamentos para serem reeducadas e inseridas na colônia como “cidadãs renovadas”.

Conhecidas como Casket Girls, “garotas caixão”, em referência aos baús que elas carregavam para sua jornada, elas foram estabelecidas na colônia do atual estado da Louisiana, nos Estados Unidos, escavada nos igarapés e campos da Costa do Golfo. O local era considerado o território mais selvagem, tido como indomado e exótico. Portanto, se os franceses desejavam florescer de maneira adequada novas gerações, era necessário que começassem a colocar o local nos eixos a partir de sua raiz.

Na empreitada de construir um molde de sociedade naquela terra infértil, as jovens sofreram rejeição dos homens com os quais escolheram viver, pois muitos ainda preferiam a companhia das mulheres nativas. Sendo assim, elas foram forçadas a sobreviverem de bolotas (fruto da família dos carvalhos) e em casas que tinham chão de terra e peles de animais esticadas nas janelas.

(Fonte: New York HIstorical Society/Reprodução)(Fonte: New York HIstorical Society/Reprodução)

Obstinadas, elas foram as responsáveis por fazer os homens construir moradias mais aceitáveis e cultivar jardins antes que pudessem ter acesso ao tipo de comida que elas aprenderam a fazer ou ter relações sexuais com elas.

Muitas garotas morreram ao longo dos anos, principalmente pelos surtos de febre amarela que se espalhavam pelos assentamentos, por isso o governo francês documentava tudo o que elas faziam para que pudesse passar para as demais que foram obrigadas a se mudar para Louisiana.

Historicamente, essas jovens ajudaram a construir uma sociedade diferente de a criada pelos povos nativos, deixando estacas para que o Novo Mundo pudesse se levantar.

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