Bauru: a história por trás do sanduíche com nome de cidade de SP

Por décadas, o bauru se popularizou como um dos sanduíches mais queridos do Brasil, e hoje já é possível encontrá-lo em inúmeros restaurantes e bares do país com adaptações e modificações que trazem um pouco mais de regionalismo à sua apresentação. Porém, apesar de ser um lanche típico do dia a dia e estampar cavaletes e cartazes de estabelecimentos, poucos sabem sobre as origens do sanduíche e sobre o motivo de ele ter sido batizado com o nome de uma cidade do interior do estado de São Paulo.

A história do bauru

Há mais de 80 anos, um estudante de direito do Largo São Francisco, Casimiro Pinto Neto, se mudou da cidade de Bauru para a capital de São Paulo e sua popularidade com amigos fez com que ele ganhasse o apelido de sua cidade natal. Na época, Casimiro era um frequentador fiel do bar boêmio Ponto Chic, onde se reunia com colegas para contar histórias e admirar a euforia noturna de uma das maiores cidades do país.

(Fonte: Pinterest / Reprodução)(Fonte: Pinterest / Reprodução)

Na época, o estudante, que estava aprendendo sobre gastronomia, decidiu utilizar seus conhecimentos adquiridos para chegar pessoalmente no sanduicheiro Carlos e solicitar uma ideia que logo revolucionaria a culinária local. Numa noite de 1937, Casimiro sugeriu a criação de um lanche com pão francês, fatias de rosbife, tomate, pepino em conserva e quatro tipos de queijo (prato, estepe, gouda e suíço), idealizando um lanche rápido que atendesse demandas urgentes e que, ao mesmo tempo, fosse capaz de promover sustância e satisfação.

“A grande sacada foi reunir o quente e o frio. E como o queijo é derretido na água, não precisa de molho. Todo mundo passava e pedia um igual ao do Bauru. E aí se espalhou de forma muito rápida por todos os bares da região e Brasil afora”, explica Rodrigo Alves, proprietário do bar.

Bauru ou “do Bauru”?

Sucesso imediato, o sanduíche passou algum tempo sem nome e ganhou o icônico título apenas quando Antonio Boccini Jr., conhecido como Quico e amigo de Casimiro, pediu à cozinha para experimentar o prato, gritando para o garçom: “me vê um desses ‘do Bauru'”. Desde então, a marca foi oficialmente registrada e a alcunha entrou para a história dos lanches, caindo nas graças do povo e atingindo praticamente todo o território nacional.

(Fonte: Ponto Chic / Reprodução)(Fonte: Ponto Chic / Reprodução)

Atualmente, o Bauru é considerado patrimônio imaterial de São Paulo, segundo lei sancionada em 2018 pelo deputado Celso Nascimento (PSC), e ainda mantém sua receita original em inúmeros estabelecimentos registrados. “O sanduíche levou o nome da cidade para todo o País e vi a necessidade de transformá-lo em bem imaterial pela sua importância cultural e econômica”, concluiu o político.

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